foto: AFP/Getty Images
Após estrear com Gales em 2006, frente a Trinidad e Tobago num amistoso, Gareth Bale sabia que futuramente seria o jogador mais importante para seu país. Um ídolo para os galeses.
E, ao passar dos anos, ele conseguiu lidar com isso. Hoje ele 'leva sua seleção nas costas' e é ídolo dos galeses. Ou seja, é, obviamente, protagonista dessa seleção atual. No time nacional, isso aconteceu por volta de 2009, 2010... Já em clubes, ele foi líder em sua segunda temporada no Southampton e no Tottenham, da temporada 2010/2011 até a 2012/2013. Mas, agora no Real Madrid, isso não acontece. Ele não tem protagonismo em campo pelo fato de jogar ao lado do melhor do mundo. Sendo assim, não há tanta responsabilidade quanto na equipe de Gales.
Na seleção, ele é o centro das atenções. Todos aqui, ou pelo menos a maioria, tem de concordar que ele é o melhor de sua seleção e que, às vezes, atua praticamente sozinho. No Real Madrid, isso não acontece, ele fica mais centrado em dar assistências do que fazer propriamente gols. Aliás, muitas pessoas têm me perguntado o porque do galês não estar marcando muitos gols nesse início de temporada e, eventualmente, perdendo alguns deles. O motivo é a ausência desse protagonismo.
Podemos perceber no jogo das eliminatórias para Euro 2016 entre Gales e Andorra que Bale teve que fazer tudo. Após marcar no primeiro tempo, marcou outro gol aos 82' e livrou sua seleção do empate. Se o Real Madrid estivesse jogando mal, por exemplo, Cristiano Ronaldo seria pressionado para decidir o jogo.
Hoje, depois de ter decidido duas finais e conquistado três títulos com o Real Madrid, pouco importa se Gareth é protagonista ou não. Temos de ser conscientes de que ele joga ao lado do melhor do mundo. O importante mesmo é ele ajudar os blancos sempre e conquistar títulos.

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